
Passando pelos municípios de Paudalho, Carpina, Tracunhaém, Nazaré da Mata, Vicência, Lagoa do Carro e Itambé, a Rota Engenhos e Maracatus, nos leva a uma viagem em direção às origens da cultura pernambucana. O ciclo de açúcar, motor da economia no período colonial, está presente do início ao fim deste passeio. Nesta rota, o viajante tem a opção de ficar hospedado nas casas grandes dos antigos engenhos de açúcar, desfrutando da indescritível sensação de retornar ao passdo.
Mas não é apenas a origem econômica de nosso Estado que tem sua importância ressaltada pela Rota: o maracatu, uma das manifestações mais características de Pernambuco marca com força a cadência do passeio pela Mata Norte. Em Nazaré da Mata, o Maracatu rural é representado pelos mais de 100 grupos existentes na cidade. Vem de Nazaré o Cambinda Brasileira, o mais antigo maracatu do Brasil, com 90 anos de vida.
Na culinária, a característica da chamada “civilização do açúcar” se mantém forte. Nos engenhos temos nas mesas cuscuz, charque, mandioca, tapioca, munguzá, pamonha, bolo-de-bacia, bolo-de-rolo, sucos de frutas e muitas outras delícias regionais cujas receitas foram passadas de geração em geração. As cachaças artesanais são um conteúdo à parte desta mesa farta.
Cada uma com suas peculiaridades, as cidades presentes na Rota Engenhos e Maracatus nos cercam de beleza e saudosismo. Desde a arte Barroca de Goiana, à fabricação de tapetes de influência ibérica de Lagoa do Carro ou ainda nos escultores de Carpina, Paudalho, Vicência e Tracunhahém onde a imaginação dos artistas toma forma no barro. Andar pela Rota dos Engenhos e Maracatus é conhecer a arte popular e o artesanato construído em séculos de convivência entre africanos, portugueses e índios.
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