
O Agreste jamais vai esquecer Onildo Almeida. É dele a música “A Feira de Caruaru”, imortalizada na voz de Luiz Gonzaga. A composição que virou o hino da região é de 1955 e surgiu de uma brincadeira.
“Rodava o Agreste todo com os meus pais. Fomos a várias feiras, mas esta eu achava especial. Comecei a anotar tudo que vendia nela, aí um dia, veio a letra”, lembra. A obra do compositor, porém, não se resume à música consagrada: ele soma mais de 600 canções, defendidas por nomes como Jackson do Pandeiro, Marinês, Trio Nordestino e Maysa.
“Sonhava em ser cantor romântico, o baião veio por acaso”, afirma. Ele confessa que, em princípio, queria ver Jackson interpretando a Feira, mas a canção acabou na voz de Gonzaga. “Luiz estava caminhando pelos corredores da rádio em que eu trabalhava e ouviu uma gravação. Perguntou quem tinha feito, eu disse ‘eu’. Então Gonzaga falou: ‘caboclo, deixe eu gravar isto’. Vendemos mais de 100 mil cópias em 57, um recorde absoluto para a época.
A feira foi batizada com o nome de Onildo, que ganhou uma estátua no pátio de entrada. “Sei que é difícil uma pessoa viva ser homenageada, por isto me emociono tanto”, revelou.

Figura - Azulão é uma daquelas figuras populares inesquecíveis. Quase um Oscarito da música. De riso fácil, humor invejável e carisma para dar e vender, o baixinho é um sucesso por onde passa. “Somos como chamas e eu não quero ver a minha se apagar tão cedo. Não nasci para encomendar caixão”, provoca.
Cantador como os antigos mestres que viu quando criança, Azulão pode ser encontrado tanto nas melhores casas da região quanto no meio da feira. “Onde houver gente para ver, estou lá”, garante. Parceiro de Jacinto Silva e Jackson do Pandeiro, Azulão garante que é capaz de cantar em qualquer ritmo, da valsa ao rock’n’roll. “Poder eu posso, mas gosto mesmo é do forró”, comenta sorrindo.
Serviço
Azulão
Contato: 55 (81) 3722-4108
E-mail: adriano_portoseguro@hotmail.com
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